A ventilação em galpões fechados para poedeiras representa um grande desafio para a avicultura moderna, pois a má circulação do ar pode causar acúmulo de gases tóxicos como o amoníaco, além de prejudicar o controle de temperatura, impactando diretamente a saúde das aves e a produção de ovos. Estudos indicam que níveis de amoníaco acima de 25 ppm já afetam negativamente o desempenho das poedeiras; portanto, manter esse gás abaixo de 15 ppm é crucial para otimização produtiva.
A inovação no design da gaiola em forma de “H” consiste no aproveitamento inteligente do espaço e na organização do fluxo de ar dentro do galpão. Essa estrutura configura duas fileiras paralelas ligadas por um corredor central, proporcionando um percurso de ar mais natural e eficaz, reduzindo zonas estagnadas que concentram gases e umidade.
O sistema integrado da gaiola em H utiliza placas direcionadoras no topo que canalizam o ar para baixo, enquanto as janelas laterais permitem a entrada de ar fresco contínuo. Essa sinergia favorece a circulação cruzada, fundamental para renovar o ar mais rapidamente. O fluxo não apenas escoa o amoníaco, mas também reduz o acúmulo de calor, prevenindo estresse térmico.
A instalação estratégica dos ventiladores de exaustão permite regular o volume e a velocidade do ar conforme variações sazonais. Durante o verão, a maior aspersão do ar requer aumento da taxa de renovação para evitar o superaquecimento, enquanto no inverno, a ventilação é moderada para preservar o calor interno sem comprometer a qualidade do ar. Um sistema automatizado favorece a adaptação em tempo real.
Testes controlados mostraram que galpões que adotaram o modelo de gaiola em H registraram redução na concentração de amoníaco de 40%, mantendo níveis próximos a 15 ppm, em comparação aos mais de 25 ppm em estruturas convencionais. A temperatura interna apresentou variações menores, com diferença máxima de 1,8 °C no pico de calor, o que correlaciona-se com aumento de até 8% na produção de ovos.
Um grande produtor avícola na região centro-oeste implementou a estratégia de aumentar o espaçamento entre gaiolas em 10% na estação quente, combinado com sensores inteligentes de temperatura e umidade para ajuste automático do sistema de ventilação. Resultado: redução do amoníaco para menos de 15 ppm e aumento de 7,5% na produtividade dos ovos ao longo de três meses consecutivos.
Para manter a integridade das gaiolas em ambientes úmidos e corrosivos, a aplicação do revestimento em aço galvanizado a quente combinado com liga de alumínio-zinco fornece proteção prolongada contra ferrugem e desgaste. Esses materiais garantem resistência superior em até 7 anos, diminuindo custos de manutenção e riscos estruturais.
A instalação de sensores inteligentes conectados a sistemas de gestão ambiental permite captar dados em tempo real, facilitando o ajuste automático dos ventos e janelas laterais. Equipamentos devem ser calibrados mensalmente e posicionados estrategicamente longe de fontes diretas de calor ou ventilação, para garantir leituras confiáveis e eficazes na prevenção de estresse térmico.